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A crise dos vinte e poucos anos - o jovem adulto

  • 23 de out. de 2019
  • 2 min de leitura

Frustração, ansiedade, impaciência, indecisão, insatisfação, criatividade e adaptabilidade, são só alguns dos adjetivos que eu usaria para definir toda uma geração. A geração que nasceu a partir de 1990.

Sei que generalizei qualificando todo uma geração em poucas palavras.


Entretanto, assim como eu, os nativos dos anos de 1990, querem tudo ao mesmo tempo, querem viajar, estudar, ser bem sucedido em suas carreira e mais inúmeras coisas. Sendo que, ao mesmo tempo, não querem nada, não sabem quem são, o que querem ou o que farão da vida.


Isso se dá pela necessidade constante de novidade. Afinal, são personalidades complexas e descentralizadas, de alta instabilidade emocional e mutável, que desejam fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Talvez, por isso, alguns façam duas graduações e trabalham. Outros, por sua vez, estudam, trabalham e empreendam, mas nunca fazem uma coisa só.


Por ser muito intenso, os nativos desta década, vivem tudo ao extremo. O que é muito interessante, porque, em geral, são extremamente motivados. Porém, quando se frustram, não alcançando o que almejavam, vivem a tristeza e a depressão de maneira desastrosa e muito mais intensa do que deveriam.


A busca por aceitação é constante e, ao que me parece, será eterna. Não só por aceitação, mas por se sentir parte integrante de algo. Devido a isso, são considerados multifacetados, ou seja, fazem parte de tudo e ao mesmo tempo, não fazem parte de nada.


Extremamente motivados, diga para um deles que não são capazes de fazer algo, eles provarão que são capazes. Acredito eu que por isso, tantos sejam empreendedores, gestores ou saíram de casa cedo para ganhar o mundo ou viver a vida à sua maneira.


Acredito que grande parte disso, se dá pela velocidade que as coisas aconteceram na infância dessa geração. Não acredita?


Trace uma linha do tempo, onde num extremo você tem o início do anos 90. Época em que era difícil ter telefone em casa (por ser caro e um processo complicado), que o eixo das informações eram as emissoras de televisão e os jornais, para envio de documentos ou trocas de mensagens pessoais, era usado o correio ou o fax (inicio do uso), que para ouvir sua musica favorita tinha que ter a fita cassete ou esperar horas até ela tocar novamente na radio e, por fim, para ver seu desenho ou filme favorito você tinha que esperar a boa vontade das emissoras de televisão passar.


Agora, 27 anos depois (um pouco mais de 1/4 de século), você tem todas essas opções em suas mãos, através do seu smartphone.


Nascemos numa troca de era. Os mais antigos tiveram que se adaptar ou não quiseram e estão obsoletos, os mais novos já nasceram integrados a isso, não sofreram esse impacto.


Seria difícil que a nossa geração não possuísse algum tipo de crise de identidade ou algum problema com ansiedade. Concordam que seria ainda mais difícil de acreditar, se nós fôssemos seres fáceis de se entender.


O que fazer com todos esses questionamentos e inseguranças? Eu digo, transformar todas essas fraquezas em força.


Somos muito capazes disso, pois temos uma grande criatividade e, melhor que isso, temos uma capacidade de adaptação muito maior, até porque ninguém se adaptou melhor a esse mundo caótico e complexo.


Para concluir, deixo uma pergunta, quem são vocês? Conseguem se definir?

 
 
 

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